Designers e Fabricantes

Conheça e aprofunde-se um pouco mais sobre aqueles que foram responsáveis pelo desenvolvimento das peças que poderão fazer parte da sua vida.

Sergio Rodrigues (Brasil)

Formou-se em 1952 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. É um dos mais importantes designers de móveis brasileiros, criando trabalhos que buscam uma identidade nacional. Dentre seus diversos trabalhos, estão peças de mobiliário para Embaixada do Brasil em Roma, a  Universidade de Brasília (UNB), o Teatro Nacional de Brasília e a sede da Editora Bloch no Rio de Janeiro.

Joaquim Tenreiro (Portugal)

Adquiriu sólida experiência como designer trabalhando em firmas como a Laubich & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Declarava sua grande preocupação com uma linguagem contemporânea, que rejeitava o provincianismo, primando pela simplicidade e pela funcionalidade, e tinha forte compromisso com a realidade brasileira. Sua produção começou a ter maior reconhecimento a partir de 1946, quando sua obra ganhou uma retrospectiva no Instituto dos Arquitetos (IAB), no Rio de Janeiro. No entanto, foi só na década de 1950 que foi consagrado como grande mestre e precursor do móvel brasileiro, demonstrando maestria no uso de madeiras nativas.

Scapinelli (Itália)

O desenho de seus móveis representou uma postura mais conservadora se comparado aos desenhos de seus contemporâneos no Rio e em São Paulo. Scapinelli combinou delicadamente linhas delgadas, pés-palito, elementos decorativos e detalhes em metal, inspirado, provavelmente, pelo design italiano dos anos 1940 Suas peças são trabalhadas em madeiras tradicionais brasileiras, principalmente a caviúna. Ele projetou e produziu muitas peças únicas para casas em São Paulo. O trabalho de Scapinelli foi relegado ao anonimato por muitos anos, perdido sob o soturno manto dos móveis com a genérica denominação de “pé-palito”. Felizmente, de alguns anos para cá, Scapinelli foi redescoberto e hoje é sinônimo de arrojo, qualidade e sofisticação no móvel brasileiro dos anos 1950 e 1960.

Geraldo de Barros (Brasil)

A experiência com mobiliário iniciou em 1954 em um dos momentos mais bonitos da história da produção de móveis no Brasil, com a criação da Unilabor. A Indústria de Artefatos de Ferros, Metais e Madeira Ltda. foi criada pelo frei dominicano João Batista Pereira dos Santos, no bairro paulistano do Ipiranga. Uma de suas primeiras iniciativas foi reformar um galpão que servia de venda e transformá-lo numa capela. Para decorá-lo, chamou artistas de ponta – ninguém menos que Alfredo Volpi, Bruno Giorgi e Yolanda Mohalyi. Nesse momento, Barros entrou na história, pois foi lá que se casou e conheceu o frei João Batista. Juntos materializaram a ideia de criar uma pequena fábrica segundo princípios de trabalho comunitário. Ele, que já havia começado a se aventurar no desenho de móveis, propôs a Batista que o ramo do negócio fosse esse. Explicava que sua atuação nesse universo era uma consequência natural no trabalho de um artista concretista.

Jorge Zalszuspin (Polônia)

Formou-se arquiteto na Romênia em 1945. Sua importância para o design brasileiro merece pesquisa, ainda não realizada. Além de ter sido dono da fábrica de móveis l’Atelier, de móveis modernos, Zalszupin liderou uma iniciativa ímpar: coordenou uma equipe de designers que trabalhavam para quatro distintas fábricas de um mesmo grupo empresarial, o grupo Forsa. Esta é uma experiência rara e talvez única no mundo.

Jean Gillon (Romênia)

Formou-se em Balas Artes e posteriormente em Arquitetura na Universidade Nacional. Após alguns anos de especialização em seu país, mudou-se para o Brasil em 1956, atraído principalmente pelo bom momento que atravessava a arquitetura brasileira na época.
Em 1961 fundou sua primeira empresa fabricante de móveis a Cidam, que mais tarde passou a se chamar WoodArt. Além dessa empresa, Italma e a Probel produziram projetos seus.
Jean Gillon, assim como Joaquim Tenreiro e Jorge Zalszupin, foi mais um grande designer brasileiro que não nasceu no Brasil, mas escolheu o país para morar e construir sua grande obra.